No passado dia 23 de Abril, assistimos a uma conferência cujo tema era uma abordagem à Convergência dos meios de comunicação nos tempos actuais. Esta teve lugar na Faculdade de Ciências Humanas, na Universidade Católica Portuguesa no âmbito da disciplina de Comunicação Digital.
Os convidados foram o editor do Jornal Público online, José Granado e um representante da Vodafone em Portugal.
Foi definido que existem quatro tipos de convergência: a vertente económica; a problemática Web/papel; convergência de dispositivos e a convergência entre produtores e consumidores de informação.
Na primeira, essencialmente, falou-se da fusão das empresas, que por um lado traz vantagens, como a permeabilidade às pressões externas e uma maior independência jornalística, e por outro, a diversidade informativa é menor.
No que toca à problemática Web/papel, houve a distinção entre os jornais online e os impressos. É uma realidade que, cada vez mais, as pessoas consultam os jornais online até porque são mais económicos e acessíveis. As tiragens de jornais são menores e novos leitores são difíceis de conquistar.
Quanto à terceira, a convergência de dispositivos, referiu o telemóvel e a internet como aqueles meios mais divergentes. Através destes podemos receber informação de forma muito rápida. As audiências nas rádios fragmentaram-se e nos tempos que correm a internet, blogues, youtube substituem jornais e rádio. A internet começa também a ser muito consultada pelo telemóvel. Este tornou-se objecto essencial para o ser humano, com ele mantemo-nos em permanente contacto com o mundo que nos rodeia.
Finalmente, falou-se da convergência entre produtores e consumidores. E a verdade jornalística foi posta em causa porque, hoje em dia, o público em geral pode intervir ou participar em discussões quando quer, pois tem acesso às mesmas ferramentas digitais que os jornalistas.
Os mitos da convergência foram, também, abordados, nomeadamente a especialização das pessoas numa dada área, estas não se podem desdobrar porque não têm capacidade para tal. Isto acontece quando as empresas precisam de cortar custos e a decisão é pôr a mesma pessoa a desempenhar uma série de tarefas. Mas isto não é possível pois cada um tem de estar focado na sua tarefa. Por exemplo um fotógrafo, se está atento ao ângulo e ao plano da melhor fotografia não pode estar ao mesmo tempo atento à informação do entrevistado, pois nem uma coisa nem outra ficariam perfeitas.
José Granado falou ainda sobre os problemas na editoria do jornal online, referindo a necessidade da moderação dos comentários dos leitores online, “é importante a participação mas também a moderação dos discursos”.
Por fim, seguiu-se um momento de debate e esclarecimento de perguntas por parte dos convidados.
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